Praxes

26-01-2011 20:45

Antes de tudo, importa definir o que é a Praxe de Coimbra (a única verdadeira Praxe, aliás). Temos várias definições, consoante os autores:
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira: “conjunto de costumes especiais e convenções a que, de certo modo e com ligeiras excepções, davam adesão todos os estudantes, voluntariamente na maior parte das vezes”;
Amílcar Ferreira de Castro: “conjunto de normas que regem as relações académicas entre os estudantes de Coimbra”;
Nicolau da Costa: “conjunto de tradições, codificadas pela prática de séculos, e que através dos tempos, mesmo em curto prazo, sofria mutações constantes e variações em permanente evolução”;
António Rodrigues Lopes: “conjunto de regras ou normas de conduta coactivamente impostas com vista a regular ou garantir os usos e costumes tradicionais na academia coimbrã”;
Código da Praxe Académica de Coimbra: “conjunto de usos e costumes tradicionalmente existentes entre os estudantes da cidade de Coimbra e os que forem decretados pelo Conselho de Veteranos”.

De todas estas definições, saltam à vista duas coisas:
1. São normas e regras de conduta existentes há muitos anos, com uma forte implantação cultural e, normalmente, bem aceites;
2. Não há uma obrigatoriedade de se aderir à Praxe. Só adere quem quer e as pessoas, na sua esmagadora maioria, querem a Praxe (como é bem visível, nomeadamente na Queima das Fitas e na Latada, quando milhares e milhares de estudantes de Coimbra, envergando capa e batina, participam nestas festas da Praxe de Coimbra).